CCP Festival
2026 CCP Festival - Design
Once Weapon a Time
Agency Poets & Painters / Lisboa
Client Frederico Ferreira
Briefing
O artista Frederico Ferreira desenvolveu um novo corpo de trabalho e ia ter uma exposição na Unicorn Factory em Lisboa.
A exposição, com a temática, guerra e instrumentos de guerra, dava-se simbolicamente nas antigas instalações da manutenção militar,
parte do edificado ainda não recuperado que existe no espaço.
O briefing implicava o desenvolvimento de um sistema de identidade para a exposição, o desenvolvimento de suportes físicos e digitais de comunicação e alguns elementos
simples de design expositivo.
A exposição, com a temática, guerra e instrumentos de guerra, dava-se simbolicamente nas antigas instalações da manutenção militar,
parte do edificado ainda não recuperado que existe no espaço.
O briefing implicava o desenvolvimento de um sistema de identidade para a exposição, o desenvolvimento de suportes físicos e digitais de comunicação e alguns elementos
simples de design expositivo.
Description
Reimaginar a resistência não é um juízo, é um ato de criação.
A exposição propõe uma reflexão sobre as narrativas que moldam o nosso imaginário: como as histórias que contamos — e as armas que usamos, visíveis ou invisíveis — influenciam as formas de estar no mundo. O projeto de identidade da exposição começa no desenho tipográfico, inspirado na estrutura arrojada e na linguagem simbólica de insígnias, emblemas, e marcações táticas.Daqui emerge toda a linguagem num exercício de fascínio que resulta da inevitável promiscuidade moral entre o exercício do design e os objetos que ele produz, neste caso destinados à guerra.Neste sistema visual que suporta a exposição há uma arma que pode ser usada contra a guerra.
Uma linguagem simples e depurada, onde a cor e os elementos formais jogam como elementos de sofisticação temática. Os diverso suportes físicos de grande visibilidade criados expandem o poder e o impacto desta linguagem - totems e lonas, mas também um folheto de grandes dimensões. O catálogo de exposição criado especificamente para a finissage, acaba por expressar este sistema visual na sua totalidade num exercício muito definido pelo equilíbrio entre a visbilidade da arte e o papel participativo que se queria que o design tivesse nesta exposição. Esta é uma característica assumida pelo artista - o design não seria um placeholder - seria ele próprio parte da exposição, da sua linguagem global - daí a sua vincada personalidade em diálogo conceptual com as peças de arte.
A iconografia, a manipulação digital, os elementos gráficos complementares aprofundam esta ideia de fascínio, colocando-nos na posição desconfortável de gostar e rejeitar simultaneamente, tal como as peças em exposição. Reimaginar a resistência é pensar. Manipular materiais como se o ato fosse em si um contra-ataque pela paz.
Violar símbolos para os destituir do poder destrutivo. Armar a defesa da fábula.
Não deveria ser sempre essa a missão estratégica do design?
A exposição propõe uma reflexão sobre as narrativas que moldam o nosso imaginário: como as histórias que contamos — e as armas que usamos, visíveis ou invisíveis — influenciam as formas de estar no mundo. O projeto de identidade da exposição começa no desenho tipográfico, inspirado na estrutura arrojada e na linguagem simbólica de insígnias, emblemas, e marcações táticas.Daqui emerge toda a linguagem num exercício de fascínio que resulta da inevitável promiscuidade moral entre o exercício do design e os objetos que ele produz, neste caso destinados à guerra.Neste sistema visual que suporta a exposição há uma arma que pode ser usada contra a guerra.
Uma linguagem simples e depurada, onde a cor e os elementos formais jogam como elementos de sofisticação temática. Os diverso suportes físicos de grande visibilidade criados expandem o poder e o impacto desta linguagem - totems e lonas, mas também um folheto de grandes dimensões. O catálogo de exposição criado especificamente para a finissage, acaba por expressar este sistema visual na sua totalidade num exercício muito definido pelo equilíbrio entre a visbilidade da arte e o papel participativo que se queria que o design tivesse nesta exposição. Esta é uma característica assumida pelo artista - o design não seria um placeholder - seria ele próprio parte da exposição, da sua linguagem global - daí a sua vincada personalidade em diálogo conceptual com as peças de arte.
A iconografia, a manipulação digital, os elementos gráficos complementares aprofundam esta ideia de fascínio, colocando-nos na posição desconfortável de gostar e rejeitar simultaneamente, tal como as peças em exposição. Reimaginar a resistência é pensar. Manipular materiais como se o ato fosse em si um contra-ataque pela paz.
Violar símbolos para os destituir do poder destrutivo. Armar a defesa da fábula.
Não deveria ser sempre essa a missão estratégica do design?
Results
N/A
2026 Awards
Bronze Winner
Credits
Design Firm
Poets & Painters / Lisboa
Copywriter
Pedro Pires
Creative Director
José Mendes
Pedro Pires
Designer
Hugo Dias
Motion Designer
Joana Fatela
Account Director
Rita Magalhães
Account Executive
Inês Bento
Art Finalist
Rui Henrique
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